CMN CRIOU LINHA DE CRÉDITO PARA SOCORRER AGENTES FINANCEIROS

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem a criação de uma linha crédito para socorrer os agentes financeiros que operam com cadernetas de poupança. A medida tem por objetivo instituir um mecanismo de defesa aos agentes diante das sucessivas perdas nos depósitos das cadernetas. Uma linha de crédito semelhante foi autorizada pelo CMN para assistência financeira aos agentes que operam com a poupança verde, que também enfrentam perdas nos depósitos. A inclusão dessa linha para a poupança rural foi proposta pelo Banco do Brasil. As empresas de crédito imobiliário e poupança, no entanto, deverão cumprir uma exigência para terem acesso à linha aberta no Banco Central. Somente poderão sacar desses créditos os agentes que tiverem aplicado no mínimo 85% de seus recursos em financiamentos habitacionais. Trata-se, na verdade, de um grande obstáculo à maioria dos agentes. Pela legislação vigente, instituições de poupança devem aplicar no mínimo 65% de seus depósitos em financiamentos habitacionais, ficando liberadas para investir os 35% restantes. Na prática os agentes se restringem a cumprir estritamente o limite de 65%, direcionando para outras formas de investimento o que sobra. Outra proposta que visava ajudar os agentes de poupança foi retirada da pauta. A medida do BC que liberava os fundos de pensão e seguradoras a investir 5% de seu patrimônio em letras hipotecárias de agentes privados saiu de pauta a pedido do presidente da Caixa Econômica Federal, Paulo Mandarino (JC).