MANIFESTAÇÃO CONTRA RACISMO EM PORTO ALEGRE

O "quebra-quebra" que aconteceu ontem, no centro de Porto de Alegre (RS), causou a morte de uma mulher, por ataque cardíaco, ferimentos em 64 pessoas e a prisão de outras sete. Um dos focos de confusão foi a Lojas Americanas, acusada de ter discriminado um cliente negro no último dia 20. O outro, a 400 metros, era o escritório do PDS, onde o ex-deputado Nelson Marchezan recebia a visita de Fernando Collor de Mello. Várias lojas ficaram destruídas e muitas foram saqueadas pela multidão enfurecida. A Brigada Militar foi recebida a paus e pedras. O governador Pedro Simon esperou que a situação se acalmasse, foi a pé até o local dos conflitos e atribuiu a explosão de violência ao descontentamento da população com o quadro inflacionário. O ministro da Justiça, Saulo Ramos, afirmou que não houve conotação política ou partidária nos incidentes, e o PT gaúcho e a CUT divulgaram notas repudiando o ocorrido e rechaçando insinuações sobre a participação de seus filiados no episódio (JB).