Os grupos políticos dos três coronéis que comandaram como governadores o Ceará, de 64 a 83-- Virgílio Távora, César Cals e Adauto Bezerra (coordenador da campanha de Fernando Collor no estado)-- voltaram a se reunir no segundo turno, em torno do candidato do PRN. No primeiro turno César Cals (PDS) ficou com Afif Domingos. Agora, com o seu filho César Cals Neto, deputado federal, e Marcos Cals, deputado estadual, aderiu com seguidores à candidatura Collor. A viúva do ex-senador Virgílio Távora, dona Luiza, que apoiara Paulo maluf no primeiro turno, com o secretário-geral do PDS, Aquiles Peres Mota, o ex-deputado Flávio Marcílio e outros políticos virgilistas, também fecharam com o candidato do PRN no segundo turno. O presidente local do PDS, deputado federal Aécio de Borba, dividia a coordenação da campanha de Collor com o coronel Adauto, e facilitou a incorporação da outra ala malufista do partido no segundo turno. O senador Afonso Sancho, sem partido, que assumiu a suplência de Virgílio Távora, continua com Collor de Mello, assim como o deputado federal Gidel Dantas (PDC) (JC).