A criação de uma zona livre de comércio em Tabatinga, no Amazonas, fronteira com a Colômbia, pelo presidente José Sarney, foi duramente criticada por empresários paulistas. O diretor do Departamento de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Jamil Nicolau Aun, considera a medida provisória infrutífera para um país que não consegue controlar suas próprias fronteiras. "Será mais um ponto de evasão de divisas", prevê o empresário, para quem a fiscalização será totalmente inviável na região e o resultado da iniciativa poderá ser o de um incentivo ao contrabando. O vice-presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Indústria de Base e diretor das Indústrias Romi, Einar Kok, acredita que a criação de uma zona livre de comércio em Tabatinga "não passa de uma atitude politiqueira de um governo que não quer deixar de dizer que fez alguma coisa para a região" (FSP).