Os usineiros do centro-sul, região responsável por 80% da produção nacional de álcool carburante, produziram e colocaram ilegalmente no mercado, este ano, cerca de 1 bilhão de litros de álcool, suficientes para abastecer a frota brasileira de carros a álcool durante um mês. A estimativa é de especialistas do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), dois órgãos mais diretamente ligados à fabricação e distribuição do produto que se confessam incapazes de conter a evasão. A fraude repete-se todos os anos nos dez estados da região e beneficia os clientes da álcool-química e indústrias de bebidas e revendedores de combustíveis. Os lucros com a sonegação são fraternalmente divididos entre os fabricantes, as pequenas e médias indústrias que utilizam o anidro e o hidratado, os donos de postos de serviços e, principalmente, os intermediários. Em alguns casos, podem ser quase quatro vezes maiores do que o obtido com o álcool comprado legalmente no mercado (O ESP).