MAGRI PROMETE EVITAR GREVE

O presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antônio Rogério Magri, anunciou ontem que a sua entidade vai encampar a candidatura de Fernando Collor de Mello e dar respaldo político para um possível governo do PRN, inclusive suspendendo greves nos cinco primeiros meses de governo. "Quem não ficar com Collor no segundo turno, não pertence mais à CGT", afirmou o dirigente sindical, adiantando a decisão que será tomada pela direção da entidade, em reunião que deverá ser realizada no próximo dia 23 ou 24, em Brasília. Magri afirmou que a CGT ficaria neutra se o adversário de Collor fosse Covas ou Brizola. Mas o resultado do primeiro turno forçou uma tomada de posição: : "A nossa posição é natural, porque somos inimigos da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do PT (Partido dos Trabalhadores). Não há mais razão para ficarmos omissos. Quem estiver na CGT e quiser votar em Lula, tem que optar: ir para a CUT". Questionado sobre a possibilidade de ser indicado ministro do Trabalho no governo de Collor, Magri respondeu: "Ele (Collor) deve convidar a mim e ao Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo), mas não aceitarei. Uma CGT sozinha vale por meia dúzia de ministérios. E, se tivesse que escolher, eu preferia o Ministério da Fazenda. O que vamos fazer é dar respaldo político ao governo de Collor" (FSP).