A refinaria Duque de Caxias (RJ) voltou a operar anteontem, depois de uma greve dos petroleiros de 21 dias. O superintendente industrial da PETROBRÁS, Carlos Alberto Luna Freire, revelou que foi colocada em operação uma das três unidades de refino, produzindo 88 mil barris diários, contra uma capacidade total de 226 mil barris diários. De acordo com o superintendente, os próprios funcionários que estavam dentro da refinaria, depois de uma conversa com dirigentes da empresa sobre a importância de a unidade voltar a operar, concordaram em retornar ao trabalho. Houve dezoito demissões. O Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias informou, no entanto, que a refinaria retomou parte das atividades com operadores da COPENE, COPESUL e Manguinhos. O superintendente espera que com o retorno de alguns operadores-- segundo ele 250 dos 1.500 já voltaram ao trabalho--, os demais dêem a greve como encerrada. Os petroleiros da REDUC tentaram negociar melhores condições para o turno de trabalho de seis horas, mas a PETROBRÁS não cedeu. Hoje, o comando de greve dos petroleiros reúne-se com o presidente da PETROBRÁS, Carlos Sant Anna, para negociar uma recomposição salarial (diferença do IPC de janeiro mais a perda do Plano Bresser). Sant Anna afirmou ontem, no entanto, que em princípio a empresa não tem nada a oferecer. Ele pretende mostrar aos petroleiros as condições financeiras da empresa e que a reivindicação é exagerada. Os petroleiros já marcaram o dia 27 de novembro como indicativo do início da greve (JB).