O PSDB poderá apoiar Fernando Collor de Mello (PRN) no segundo turno se a sua proposta de governo for considerada melhor que a de Luís Inácio Silva (PT). O candidato do PSDB, Mário Covas, fugiu ontem dos jornalistas para não comentar o resultado da eleição. Seu assessor de imprensa, Washington Mello autorizado por Covas, disse que "o PSDB não está preocupado com direita e esquerda. O partido não adotará a união de esquerda como princípio. A função do segundo turno é fazer negociações para melhorar o país". Covas mandou dizer que as alianças serão feitas em torno de princípios e programas e não serão decididas por ele, mas pelo partido. Pode haver acordo com qualquer um, ou o PSDB pode ficar neutro (FSP).