O presidente do Banco Central, Wadico Waldir Bucchi, disse ontem que o governo arquivou o projeto de mudanças nos fundos de curto prazo. Ele confirmou, porém, que o banco estuda medidas para conter os saques nas cadernetas de poupança. A intenção de alterar os fundos de curto prazo foi anunciada no último dia 31 de outubro pelo secretário-geral do Ministério da Fazenda, Paulo César Ximenes. Segundo Ximenes, os fundos de curto prazo seriam obrigados a aplicar 10% dos seus recursos em Letras Hipotecárias da Caixa Econômica Federal (CEF). As Letras Hipotecárias pagam um rendimento de 6% ao ano acima da correção monetária. Os fundos de curto prazo têm a maioria dos seus recursos aplicados em Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que atualmente têm um rendimento de 4% acima da inflação ao mês. Em outubro, por exemplo, os fundos de curto prazo tiveram uma rentabilidade média de 45,84%. Esse rendimento superou o da poupança em 5,45%-- no mês passado o rendimento da poupança atingiu 38,3081%. Ou seja, em apenas um mês, os fundos de curto prazo tiveram um ganho quase igual ao pago pela caderneta de poupança durante o ano (6%) (FSP).