As remessas de lucro e dividendos pelas multinacionais instaladas no país às suas matizes no exterior devem ficar abaixo dos US$2,6 bilhões projetados pelo governo para este ano. Essa perspectiva, favorável às contas nacionais, foi revelada ontem por uma alta fonte do Banco Central. Devem contribuir para a queda na saída de divisas, através dessas operações, as condicionalidades impostas pelo BC às empresas, depois da centralização cambial implantada em julho. Embora tenha vedado qualquer espécie de remessa quando baixou a centralização, o governo reviu o item relativo a lucros e dividendos. Ainda em meados de julho, o BC anunciava que as transferências de dividendos estavam liberadas, desde que as empresas interessadas em realizar essas operações concordassem em deixar esses recursos retidos em depósito por dois meses no BC. As primeiras parcelas de dividendos, portanto, só voltaram a ser remetidas às matizes das multinacionais a partir de setembro. O BC não informa qual o volume de recursos que deixou o país, com estas operações, a partir de setembro (JC).