O Brasil vai encerrar este ano com um fluxo negativo de US$800 milhões nas suas relações com o Banco Mundial (BIRD) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O país deve pagar US$1,8 bilhão às duas instituições oficiais de crédito e receber US$800 milhões. Essa conta poderá ser atenuada com a liberação, até o fim do ano, de US$200 milhões de um total de US$600 milhões, para duas linhas de financiamento abertas nas áreas de crédito agrícola da agroindústria. O desembolso, porém, não está assegurado e o saldo negativo deverá registrar o mesmo quadro de 1987 e 1988. Alijado de vez dos empréstimos setoriais, que estão condicionados a mudanças na política econômica, o Brasil corre o risco de não receber sequer os US$700 milhões previstos para o setor elétrico, acertados em maio do ano passado com os técnicos do Banco Mundial (BIRD) que visitaram o país. Os técnicos do BIRD argumentam que o valor dos empréstimos é muito grande, que o governo está em fim de mandato e sem controle da situação econômica (JC).