A TAXA DE DESEMPREGO

A taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 3,2% em setembro, a menor da década se comparada ao mesmo mês dos anos anteriores e igual à encontrada em setembro de 1986, época do Plano Cruzado. Houve um aumento real de 14% nos rendimentos do total das pessoas que trabalham no país, em agosto de 89, comparado ao mesmo mês em 88 mas a maior fatia (34%) foi conquistada pelos empresários. Os empregados com carteira assinada tiveram aumento de apenas 6% nos seus rendimentos, enquanto os trabalhadores sem carteira assinada aumentaram seus rendimentos em 14% e os que trabalham por conta própria 29%. De acordo com o diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE, Fernando Abrantes, há certa estabilidade no nível de emprego no país, porém, em setembro, ainda havia 554.201 pessoas desocupadas nas regiões metropolitanas pesquisadas: Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Abrantes aponta, ainda, para um aumento na atividade do setor informal da economia e no número de empregados que trabalham por conta própria, alertando, no entanto, sobre o fato de a pesquisa feita pelo IBGE não distinguir os que trabalham na economia formal da informal. O número de empregos no país, revelou, reflete a recuperação da economia a partir de 1984. Até o fim do ano, acredita, não ocorrerão variações abruptas no número de empregos (O ESP).