DESIGUALDADE SOCIAL CRESCEU NO GOVERNO SARNEY

Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada revela o aumento do número de pessoas sem rendimento algum ou que recebem até um salário-mínimo, comprovando-se assim o agravamento da má distribuição de renda no Brasil, no governo que tem como slogan o Tudo pelo social. No ano passado, pularam para 36,9% dos trabalhadores-- ou 58,7 milhões-- os que permaneciam naquela faixa de baixa remuneração. No ano anterior, em 1987, este contingente de mão-de-obra representava 33,8%-- ou 21,6 milhões-- do total de trabalhadores brasileiros. O rendimento médio mensal, real ( acima da inflação), está igualmente diminuindo ano a ano, desde o Plano Cruzado. Era de NCz$857, em 1984; NCz$995, em 85; NCz$1.416, em 86 (Plano Cruzado); NCz$1.098 em 87; e NCz$1.081, no ano passado. Também fica clara a desigualdade entre sexos: em 1988, esse rendimento chegou a NCz$1.288 para os homens (contra NCz$1.317, em 87) e apenas NCz$698 para as milheres (contra NCz$686). A Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios mostra ainda que se acentuaram as desigualdades regionais. Segundo o IBGE, isto ocorreu, em função "do fracasso das políticas regionais de desenvolvimento" (JC).