As investigações da Auditoria Militar do Estado do Rio de Janeiro sobre a ligação de oficiais da Polícia Militar com o crime organizado em Bangu (zona oeste) confirmam o dossiê preparado por três promotores do fórum da região quanto à participação de dois juízes e um promotor em desvio de armas e proteção a traficantes. A Auditoria Militar encaminhou indícios de ligação da Justiça de Bangu com as quadrilhas dos traficantes rivais Celso Luís Rodrigues, o "Celsinho", e Sérgio de Souza Lima, o Pitoco, morto em troca de tiros com a polícia no último dia 19. A auditoria foi instalada após rebelião de soldados de um batalhão da Polícia Militar. O dossiê dos promotores Carlos Firme, Regina Werneck e Cristina Menezes acusa o juiz Ignácio Biolchini da Silva, transferido há um mês para a 14a. Vara Cível após cinco anos de serviço em Bangu, de ter intercedido pessoalmente para a liberação de "Celsinho" (FSP).