BC ANALISA A DÍVIDA EXTERNA

De acordo com as estimativas do Banco Central, apesar da moratória decretada em 1986 e da suspensão dos pagamentos devidos neste segundo semestre, o país desembolsou US$29,1 bilhões ou US$22,6 bilhões líquidos para o pagamento dos juros devidos aos bancos privados internacionais, contra os US$30,2 bilhões ou US$19,4 bilhões líquidos pagos pelo governo Figueiredo. Mas não conseguiu obter sequer um centavo dos credores na forma de empréstimos voluntários líquidos de amortizações, que na última administração alcançaram US$24,3 bilhões. O fracasso das sucessivas equipes econômicas do governo José Sarney na negociação da dívida externa fica ainda mais evidente diante dos parcos US$4,6 bilhões recebidos, desde o início da "Nova República", em virtude das negociações juntos aos bancos credores. Este volume não soma sequer a metade dos ingressos registrados no período de 1979 a 1984, que alcançou uma cifra pouco superior a US$10,8 bilhões, conforme as estatísticas do governo (O Globo).