Empresários, políticos e intelectuais reunidos ontem no Conselho Político da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) têm como hipótese mais provável para a eleição presidencial a passagem de Fernando Collor de Mello (PRN) e Luís Inácio da Silva (PT) para o segundo turno. Os participantes do encontro, entre os quais Mário Amato (presidente da FIESP), Olavo Setúbal (grupo Itaú) e Abílio Diniz (grupo Pão-de-Açúcar), ouviram uma exposição do consultor Ney Figueiredo, que previu a disputa Collor-"Lula" a partir da análise de pesquisas. Uma possível vitória do candidato do PT, no entanto, não assusta mais os empresários. Segundo a FIESP, qualquer que seja o presidente eleito, ele terá de cumprir o preceito constitucional de permanência da livre iniciativa (FSP) (JB).