Os 1,1 mil guardas ferroviários que prestam serviço nos 25 postos de policiamento da ferrovia em todo o Estado do Rio de Janeiro decidiram ontem, em assembléia, paralisar suas atividades a partir de hoje por tempo inderterminado. Eles cobram da direção da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A) um posicionamento oficial sobre a situação dos cinco profissionais da categoria envolvidos no caso de estupro de Maria de Jesus, em agosto último. Segundo o presidente do Sindicato dos Ferroviários da Zona da Central do Brasil, Paulo Roberto Moreira de Oliveira, o processo que tramita na 34a. Vara de Justiça Criminal "comprova uma sequência de contradições da queixante e a inocência dos guardas que, no entanto, continuam presos". Os guardas ferroviários exigem, ainda, que a Promotoria de Justiça acelere o processo e apresente o parecer sobre o caso (O Dia).