O MERCADO DE TRABALHO E O MENOR

Num país onde 45,4% da população ainda não atingiu 18 anos de idade, o menor torna-se cada vez mais pressionado a engajar-se no mercado de trabalho para o aumento da renda familiar e chega a constituir 11% da força produtiva só na Grande São Paulo, segundo o último relatório anual de emprego e desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio- Econômicos (DIESSE). Dos 11% que se destacam como força produtiva no mercado de trabalho, 35% dos menores estão na condição de ocupados ou desempregados e 65% na inatividade (embora 3,8% realizem algum trabalho eventualmente). Os adolescentes (de 15 a 17 anos) são os mais procurados enquanto que os que estão na faixa entre 10 e 14 anos sofrem a maior discriminação no mercado. Predominantemente na classe dos assalariados (73,6%), a mão-de-obra menor também se destaca na posição de empregado doméstico (112%) (GM).