IBAMA JÁ TEM PLANO PARA RETIRADA DE GARIMPEIROS

Dos três órgão citados pela Justiça Federal como réus na liminar que determinou a retirada dos garimpeiros das terras Yanomanis, na Amazônia-- União, FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)--, apenas este último já tem um plano preparado de atuação. O Instituto vai fazer rastreamento ambiental da área desocupada para saber em que níveis de poluição ficaram os rios da Amazônia, em consequência do garimpo. O restante-- Polícia Federal, FUNAI e os órgãos de segurança nacional que poderão auxiliar na operação de retirada-- tem de concreto, até o momento, apenas a ordem judicial, recebida ontem. O superintendente da FUNAI, coronel Airton Alcântara Gomes, disse que o órgão não tem dinheiro "nem se a operação fosse apenas para retirar 10 garimpeiros, imaginem para a desapropriação de áreas onde estão 50 mil pessoas". Segundo ele, qualquer operação nessas condições está condenada ao fracasso, como aconteceu com a retirada de 100 homens das áreas Yanomanis, no mês passado, quando dois agentes da Polícia Federal morreram em um acidente de barco (JC).