A proposta orçamentária que o Ministério do Planejamento enviou ao Congresso Nacional no dia dois deste mês permitirá que o presidente a ser eleito disponha em seu primeiro ano de governo de apenas NCz$485 milhões para executar ações de reforma agrária no país. O orçamento, segundo cálculos do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), vai obrigar o futuro presidente a desapropriar, no máximo, áreas de terras equivalentes a 465 mil hectares, o que é suficiente para assentar 7.300 famílias de trabalhadores rurais, pouco mais de 0,1% do total de oito milhões de sem-terra existentes hoje no país, de acordo com estimativas da CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e do Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) (JB).