Os testes para detectar aidéticos não devem ser adotados pelas empresas como instrumento de seleção ou manutenção de funcionários porque não são completamente seguros, não se justificam como medida de prevenção, não resolvem o problema dos doentes e, além disso, geram ansiedade e discriminação. Essa é uma das principais conclusões do seminário internacional "A problemática da AIDS nas empresas", que reuniu em São Paulo, durante quatro dias, representantes das 50 maiores indústrias sediadas no país. Do encontro resultou um relatório com cerca de 30 recomendações que serão distribuídas às empresas para orientar sua conduta em relação aos trabalhadores portadores de AIDS ou de exames positivos. O sigilo médico é outro ponto destacado pelo relatório e interpretado como um direito que deve ser assegurado aos funcionários. O documento recomenda aos médicos das empresas que não comuniquem aos seus superiores os casos de AIDS ou de trabalhadores positivos dentro da empresa e propõe ainda que os regulamentos internos das companhias incluam punições para aqueles que transgredirem essa orientação (O Globo).