A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) perdeu completamente o controle sobre os equipamentos que a Alemanha envia para o Brasil, há cerca de dois anos, por conta do acordo nuclear firmado entre os dois países, em 1975. A agência teria que receber uma notificação sobre a remessa e o recebimento dos equipamentos por causa de uma das cláusulas do acordo, que também foi assinado pela AIEA. O acordo poderá ser rompido pelo Brasil até o dia 15 de novembro próximo. O físico Von Baeckman, consultor da divisão de salvaguardas da AIEA, visitou, em 1987, a unidade de enriquecimento de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ). Ele constatou que a agência não tinha conhecimento de alguns equipamentos que estavam em operação na usina. A unidade enriquece urânio a 0,85%, em escala de laboratório. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) tem planos para adaptá-la para fins comerciais (FSP).