PLANO DO PT DESCARTA "CALOTE" DA DÍVIDA INTERNA

Afastamos qualquer possibilidade de calote da dívida interna. Esse é um dos principais itens do recém-elaborado plano de estabilização da economia do PT, segundo o principal assessor econômico do partido, Aloízio Mercadante Oliveira. O programa apresenta as primeiras medidas que o governo petista adotaria após a posse. Os dois principais alvos são a inflação e a dívida interna. Ao mesmo tempo, o partido estabelece duas prioridades de implantação mais demorada, mas que devem ser deflagradas imediatamente: uma política de assentamentos de 403.733 pessoas envolvidas em conflitos agrários e uma política de investimentos para infra- estrutura básica (principalmente energia e transportes), produção de bens de consumo de massa e de alimentos. Para a dívida interna, a proposta é criar uma câmara de negociação com representantes das grandes empresas, bancos e financeiras. Num prazo entre três e seis meses o PT quer garantir o alongamento dos prazos de resgate (pagamento) dos títulos da dívida pública e a passagem "organizada e progressiva" de recursos do mercado financeiro para investimentos. O plano oferece, por exemplo, títulos resgatáveis em até cinco anos mas garantidos pela arrecadação tributária ou pelas reservas cambiais do país. O raciocínio é trocar a liquidez atual dos papéis (imediata conversão em moeda) pela segurança do investimento (FSP).