Em duas semanas de funcionamento, as Câmaras Setoriais, criadas para evitar a remarcação excessiva de preços antes controlados pelo CIP (Conselho Interministerial de Preços), fizeram algumas concessões que estão preocupando assessores econômicos do próprio Ministério da Fazenda. Como exemplo de reajuste que ficaram bem acima do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), representando a abertura de um perigoso precedente, estão os dos automóveis que em 21 dias tiveram 79,35% de aumento, pneus (65,45% em nove dias), indústrias farmacêuticas (até o final deste mês os medicamentos terão aumentado 78,02%) e detergentes, em pó (81,95%) e líquido (86,62%). A maioria teve um aumento autorizado ainda pelo CIP e outro pela Câmara Setorial, sem obedecer o prazo de 30 dias (JB).