A concorrência pública para distribuição de arroz do governo à população carente pode repetir a fraude do leilão de construção da Ferrovia Norte-Sul. A comparação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz de Goiás, Pedro Alves de Oliveira, que decidiu denunciar o processo de licitação preparado pela CFP (Companhia de Financiamento da Produção), por estar beneficiando um pequeno número de grandes empresas. "Já temos a lista de quem vai ganhar a concorrência", disse ele, que prefere somente divulgar os nomes se o leilão for realizado no próximo dia 20, como está programado. Ao saber da denúncia, o ministro da agricultura, Íris Rezende, prometeu investigar e suspender a licitação. A previsão dos técnicos da CFP é que as 500 mil toneladas de arroz em casca serão trocadas por apenas 100 mil toneladas do produto beneficiado e ensacado-- pronto para consumo. As 400 mil toneladas serão o preço a pagar pelo custo de industrialização do arroz. De acordo com o presidente com Pedro Alves de Oliveira, o governo poderia receber mais que o dobro de arroz beneficiado que espera, caso o leilão fosse realizado corretamente (JB).