Na primeira rodada de negociação entre o Departamento dos Metalúrgicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o Grupo 19 da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), já surgiram as primeiras divergências: enquanto a CUT reivindica reposição salarial de 60,72% com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de abril a setembro, o empresariado usa o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) para garantir que não há perdas a repor. O Departamento negocia em nome de 400 mil trabalhadores e exige um "seguro contra a inflação", com o pagamento do salário dentro do mês trabalhado acrescido da inflação do período em forma de estimativa (as diferenças seriam acertadas no mês seguinte). O Grupo 19 rejeitou de saída esse item da pauta (O ESP).