O presidente José Sarney recebeu, no final do mês passado, projeto-de-lei do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA) criando a Carreira Especial de Apoio à Atividade Militar, que regulamenta o trabalho de servidores civis nos ministérios militares. O projeto proíbe o exercício do direito de greve e, em contrapartida, acena com a possibilidade de o servidor civil exercer funções de mando na estrutura militar e garante a mesma remuneração paga ao pessoal das Forças Armadas. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, Maria Laura Sales Pinheiro, protestou contra a proibição de greve e considerou a equiparação de vencimentos uma discriminação aos demais funcionários civis da União (JB).