BIRD QUER NOVO IMPOSTO

A reforma do Imposto de Renda das pessoas físicas, adotada a partir de janeiro deste ano, não escapa das críticas do BIRD (Banco Mundial), que propõe criar mais uma alíquota, de 35%, para tributar rendimentos mais elevados. O BIRD defende essa medida por considerar que a reforma, ao reduzir o número de alíquotas, também diminuiu a progressividade do imposto-- quem ganha mais, paga mais-- e provocou uma queda de arrecadação. A perda de receita com a simplificação do IR-- um dos objetivos atingidos, na avaliação do BIRD-- não foi compensada pela ampliação dos rendimentos passíveis de tributação. Além disso, se a redução de alíquota máxima diminuiu a receita, a reforma beneficiou diretamente aqueles contribuintes de renda mais alta, e não os de faixa média. O BIRD recomenda que sejam tributados da mesma forma que os assalariados aqueles setores privilegiados, citando-os: a agricultura, a venda de ações à vista em Bolsas de Valores, ganhos de capital e em objetos de arte (JB).