O Estado de Rondônia vai ganhar o segundo plano de desenvolvimento em 10 anos, sem que os resultados previstos no primeiro estudo tenha sido alcançados. O governo federal está concluindo as adaptações exigidas por técnicos do BIRD (Banco Mundial) para que o órgão libere US$205 milhõe ao novo projeto, chamado "Planafloro". O programa similar de desenvolvimento anteriormente realizado, o "Polonoroeste", tem sido responsabilizado por ambientalistas e cientistas como o responsável pelo desenvolvimento desordenado e mesmo selvagem que Rondônia experimenta nessa década, com a destruição de milhares de hectares da floresta amazônica. Cabe agora ao "Planafloro" reordenar o crescimento e a ocupação do estado através de um zoneamento agroecológico, que é a peça em ajuste. Para isto há dois problemas de saída: o "Planafloro" foi elaborado pela mesma equipe de técnicos do "Polonoroeste" o que pode implicar na continuidade de vícios responsáveis por ter o plano ficado aquém de seus objetivos iniciais; o novo plano de desenvolvimento não inclui a atividade de mineração, responsável pela receita tributária do estado ter aumentado cerca de 900% nos últimos 12 meses. O "Polonoroeste" contou com orçamento inicial do BIRD de US$426 milhões, mas só conseguiu operacionalizar US$185 milhões. Entre os seus defeitos houve o de assentar famílias trazidas do sul do país através de estudos em mapas cuja cartografia da qualidade de solo estava errada. O dinheiro que sobrou foi utilizado, entre outras coisas, para criar a infraestrutura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e do Instituto Estadual de Florestas de Rondônia (FSP).