O presidente da FEBRABAN (Federação Brasileira de Associações de Bancos), Léo Wallace Conchrane Júnior, disse ontem em São Paulo que desconhece qualquer entendimento do sistema bancário com o Ministério da Fazenda para a colocação de títulos públicos com prazos de 60 ou 90 dias, em uma tentativa de alongar o perfil dos papéis ainda neste governo. "Estou surpreso com as notícias que circularam, nenhum dos bancos-- pelo menos os grandes-- foi convidado a participar da discussão", disse ele. A colocação de papéis com prazos mais longos sem que se possa fazer operações de compra e recompra destes ativos diariamente-- operações overnight-- não faz sentido agora, avalia o presidente da FEBRABAN. Isto porque o benefício em termos de taxa de juros com atual inflação é irrelevante. Léo Wallace Conchrane Júnior assumiu, no último dia 10, a presidência do Conselho Nacional das Instituições Financeiras (CNF) (GM).