Acusado de enriquecimento ilícito durante sua passagem pela administração municipal no governo Saturnino Braga (PSB), o ex-vice-prefeito do Rio de Janeiro, Jó Resende, contratou o advogado criminalista George Tavares para defendê-lo e ganhou o apoio de Herbert de Souza, secretário-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e ex- Defensor do Povo. Herbert de Souza acha que as suspeitas contra Jó são menos resultado de trama política, por ele pertencer ao PSB, que do comportamento "leviano" que viria caracterizando muitas denúncias de corrupção no país. No seu entender, porque "não vão às últimas consequências", elas acabam desmoralizando o combate à corrupção. Líder da luta dos mutuários contra o extinto BNH (Banco Nacional da Habitação) no início da década, quando presidiu a FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro), Jó Resende vem sendo acusado por possuir fazenda de 10 alqueires em Teresópolis (RJ), onde desde o início do ano se dedica à produção de lacticínios. Ele define as acusações como "malévolas tentativas" de difamá-lo, afirmando que tornou-se um dos donos da fazenda depois de ter vendido o sítio da família (JB).