O governo Leonel Brizola (PDT) no Rio de Janeiro (1983-1987) fechou mais escolas que abriu, segundo documento preparado por 60 técnicos do candidato do PT à Presidência da República, Luís Inácio da Silva, do Rio. Baseados em dados do Ministério da Educação e da Secretaria Estadual de Educação, o estudo mostra que, durante o governo Brizola, o número de escolas-- incluídos os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública)-- caiu de 2.350 para 2.314 e o número de estudantes matriculados no 1o. Grau na rede pública estadual reduziu-se de 572 mil para 542 mil. O documento do PT carioca, que além da educação aborda agricultura, favelas, transportes e saúde, conclui que o governo do PDT foi "pouco mais que medíocre" e esteve mais preocupado com a criação de "vitrines", projetos de impacto publicitário para alguns setores, com fins de propaganda eleitoral. Foi na política de favelas, no entanto, que o estudo do PT reconhece a maior parte dos méritos do governo Leonel Brizola. Como primeiro mérito, o estudo aponta a quebra da determinação de duas gestões do então governador Chagas Freitas, para que o órgãos oficiais não atuassem em favelas-- com exceção da Polícia. "O governo estadual criou programas específicos em vários órgãos, ligados, por exemplo, à limpeza urbana e à implantação de água e esgoto", relata o documento (O Globo).