A dívida de curto prazo da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), de Volta Redonda (RJ), que quase a levou à falência em maio, e que era de US$400 milhões naquela ocasião, já chegou a US$700 milhões-- o que significa um crescimento reral de 75%, em menos de seis meses. O grande aumento decorreu dos juros pagos pela companhia-- principalmente sobre os atrasados--, que se situam entre US$80 milhões a US$90 milhões, por mês. No auge da crise surgiram propostas de saneamento da CSN, vinda de todas as áreas do governo, muitas delas contemplando a entrada de recursos para livrá-la do excessivo peso do endividamento de curto prazo. Até agora, no entanto, não houve ingresso de dinheiro novo na empresa. Somente no próximo ano serão liberados os US$600 milhões que fazem parte de um acordo, firmado em julho, entre a CSN e o Ministério da Fazenda, que além de tal empréstimo incluía ainda uma nova base para os preços do aço, cuja defasagem constitui a causa primária da crise vivida pela estatal (JC).