O candidato do PCB à Presidência da República, Roberto Freire, não pretende execrar a "Nova República", como têm feito os demais partidos de esquerda. Em sua campanha, Freire manterá as críticas à política econômico-financeira adotada pelo governo Sarney, mas não vai atacar frontalmente o presidente. Fiel à tradição histórica de não ser oposição sistemática, o PCB entende que Sarney assegurou a transição democrática e instituiu a "mais ampla liberdade política". "Falar que a Nova República é a mesma coisa que o governo militar não é educativo", afirma o assessor do candidato, Davi Emerick. O discurso de campanha de Freire é coerente com a atuação do seu partido: o PCB apoiou a Aliaça Democrática que levou Tancredo Neves e José Sarney ao Colégio Eleitoral de 1984 e uniu-se, em 1986, aos entusiastas do "Plano Cruzado" (FSP).