O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) tem hoje cerca de 57 milhões de contas inativas (contas sem receber novos depósitos há mais de dois anos), totalizando quase NCz$4 milhões. Desse total, 18,5 milhões de contas têm valores entre NCz$2,69 e NCz$13,48. O número de contas inativas supera em 14 milhões o números de contas ativas (43 milhões). Conta ativa é aquela que recebe regularmente depósito feito pelas empresas ou aquelas que receberam o último depósito há menos de dois anos. Tal situação pode inviabilizar o FGTS dentro de alguns anos, conforme conclusão de um estudo elaborado por técnicos do Ministério da Fazenda. Concluído no mês passado, o estudo faz uma radiografia do FGTS e conclui pela necessidade de uma profunda reformulação na sua atual estrutura. Grande parte das contas inativas, por exemplo, não são conhecidas pelos seus titulares. Até o final deste ano, o número de contas inativas deve ter uma elevação de mais 10 milhões, segundo estimativas apresentadas no estudo. Estas contas estão hoje em poder da rede bancária privada. De acordo com o estudo, esta situação aumenta o custo operacional do sistema tanto ao trabalhador quando à CEF (Caixa Econômica Federal), gestoda das contas (FSP).