A tecnologia de telefones móveis que o Brasil está adquirindo já é considerada ultrapassada nos países desenvolvidos, apesar de ainda estar em operação. A informação é do professor do Departamento de Engenharia de Eletricidade da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e especialista em telefonia, Paul Jean Etienne. Segundo ele, todas as empresas que participaram das concorrências para telefones móveis do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília ofereceram sistemas analógicos chamados AMPS (Advanced Mobile Phone Service, serviço avançado de telefones móveis). O padrão AMPS é uma norma para equipamentos, assim como o sistema VHS é utilizado para os videocassetes domésticos. O professor diz que o AMPS é um sistema avançado mas de tecnologia "ultrapassada", se comparado aos sistemas digitais para a telefonia móvel em implantação na Europa. No sistema analógico, a voz é transformada em um sinal elétrico, que é passado à linha telefônica. Do usuário, o sinal vai até uma central, onde entre em uma linha tronco, seguindo então para outra central e para o destino da chamada. Neste trajeto, o sinal elétrico vai sendo atenuado e vai sofrendo todo tipo de interferência. No sistema digital, o princípio é a transformação da voz em um código que é mais imune a interferências. Assim, os sistemas digitais têm a capacidade de transmitir a longas distâncias com maior qualidade (FSP).