SFH FRACASSOU NO SEU OBJETIVO

O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) fracassou no seu objetivo de estimular a aquisição da casa própria, especialmente pelas classes da
25215 população de menor renda, estipulado no decreto que o criou, o 4,380, de 21 de agosto de 1964. O resultado foi inverso. Das cerca de 4,5 milhões de habitações construídas com financiamento do SFH, apenas 25% foram destinadas a pessoas qua ganhavam entre um e cinco salários-mínimos, sendo só 12% para os que viviam com de um a três salários-mínimos. A faixa de um a cinco salários-mínimos recebeu apenas 8% do dinheiro captado basicamente com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e da caderneta de poupança. O déficit habitacional estimado pelo governo federal é de oito a 10 milhões de unidades. São mais de 40 milhões de pessoas (perto de 1/3 da população brasileira) que vivem em favelas, cortiços ou habitações sub-normais, que oferecem risco à saúde e à segurança dos moradores. Nesta categoria estão incluídos os desabrigados. Só na cidade de São Paulo são 10 mil pessoas que moram sob pontes e viadutos, nas calçadas ou mesmo dentro dos cemitérios. O custo para acabar com este déficit é de NCz$300 bilhões, considerado o preço da casa mais barata pelo sistema convencional de construção (FSP).