ACORDO PARCIAL NOS PREÇOS

O governo conseguiu ontem extrair um acordo em torno de uma nova política de preços, subscrita, em Brasília, por 29 empresários representantes dos setores de alimentação, higiene, química, embalagens, siderurgia e distribuição de aço. Pelo acordo firmado ontem no Ministério da Fazenda, e que será negociado com outros setores importantes do empresariado, para evitar a explosão inflacionária, a política de preços de hoje em diante obedecerá às seguintes regras: os empresários poderão reajustar automaticamente seus preços, até o limite de 90% da inflação (IPC-- Índice de Preços ao Consumidor) do mês anterior; o redutor de 10% poderá ser praticado sem apresentação de planilhas de custos ao CIP (Conselho Interministerial de Preços), bastando a comunicação do aumento até dois dias após sua adoção. Em outubro, os reajustes automáticos podem ser de até 32,35% (90% da inflação de setembro); as parcelas de reajuste que excederem a 90% da inflação passada terão que ser submetidos às câmaras setoriais; os preços públicos serão submetidos ao mesmo tratamento; o governo vai facilitar a importação e exportação de produtos sempre que forem detectados problemas de preço e abastecimento; e será criado um grupo de trabalho para estudar a conversão de duplicatas em BTN (Bônus do Tesouro Nacional) (FSP) (O Globo) (GM).