AÇÃO DESCOORDENADA PREJUDICA PROGRAMAS DE ALIMENTAÇÃO

Três Ministérios-- os da Saúde, Interior e Previdência Social-- gastam, de forma descoordenada, NCz$1,8 bilhão por ano com a distribuição de leite e comida a crianças e gestantes carentes. Só o Ministério do Interior gastara, este ano, NCz$1 bilhão na distribuição de tíquetes de leite para atender crianças de zero a sete anos. O da Saúde recebeu NCz$180 milhões para distribuir arroz, feijão, leite em pó, fubá e macarrão a famílias com até dois salários-mínimos de renda mensal (NCz$763,46, em valores de outubro), enquanto o Ministério da Previdência Social gasta o equivalente a NCz$36 milhões por mês com a distribuição de leite em pó a gestantes e crianças carentes, por meio da LBA (Legião Brasileira de Assistência). É uma balbúrdia, uma babel de programas, afirma o nutricionista Malaquias Batista Filho, membro do Conselho Técnico do INAN (Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição), do Ministério da Saúde. Só agora as autoridades responsáveis pela execução dos programas despertaram para a necessidade de centralizar a ação do governo. O presidente do INAN, Eduardo Kertz, admite que a descoordenação impede até mesmo a avaliação dos resultados da ação governamental. Técnicos dos Ministérios da Saúde e do Trabalho-- gestor do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador)-- estudam uma proposta de centralização dos programas para entregarem como contribuição ao próximo governo, que assume no ano que vem (FSP).