BANCOS NÃO NEGOCIAM SEM AVAL DO FMI

O comitê assessor da dívida externa interrompeu as negociações com o Brasil, em torno da liberação da terceira parcela de US$600 milhões do projeto de "dinheiro novo" e decidiu esperar um sinal efetivo do FMI (Fundo Monetário Internacional) quanto a um acordo "stand-by", de curto prazo, com o país. Os bancos não quiseram considerar a última proposta feita pelo Brasil, que se dispôs a retirar de suas reservas uma quantia simbólica-- de US$300 milhões-- para pagar pequena parte dos juros em atraso, na expectativa de que isso fosse suficiente para abrir o caminho do desembolso da terceira parte do "dinheiro novo". "Todo o entendimento com os bancos está em processo de compasso de espera", informou ontem, em Brasília, o diretor da Área Externa do Banco Central, Arnim Lore (GM).