O ex-diretor de administração do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal, Renato Araújo Sampaio, disse que, em janeiro último, pediu demissão do cargo por discordar dos termos da compra da financeira, da distribuidora e da empresa prestadora de serviços do grupo Fiança, do Rio de Janeiro, completada no dia 10 deste mês. O atual diretor de serviços bancários do BRB, Ronaldo Fonseca de Paiva, registrou, em ata de reunião de diretoria do banco, sua posição contrária à compra das empresas do grupo Fiança por Cz$77 milhões, quando tinha opção de desistir do negócio. O secretário de finanças do Distrito Federal e conselheiro do BRB, Marco Aurélio Martins de Araújo, disse que Fonseca de Paiva, entendia que o banco deveria pagar a multa prevista no protocolo de intenção de compra e desistir da compra da financeira. Então, segundo relato do secretário, o presidente do BRB, Olair Zenir Leite afirmou que o protocolo, firmado em 27 de dezembro de 1985, deixava "praticamente concluída" a transação, com eventual desistência condicionada apenas à apuração de eventual situação de insolvência das empresas do Grupo Fiança (FSP).