A CEF (Caixa Econômica Federal) está se articulando junto ao CMN (Conselho Monetário Nacional) na tentativa de fixar somente no dia primeiro do mês seguinte a data a partir da qual os depósitos nas contas vinculadas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) passariam a render juros e correção monetária. A denúncia foi feita por uma fonte da área econômica do governo, segundo a qual a intenção da CEF é se apropriar da vantagem, antes detida pelos bancos, de reter temporariamente os recursos do FGTS sem pagar sobre eles qualquer remuneração. Como a partir de outubro os bancos terão de repassar o dinheiro à CEF até o dia 12 de cada mês, a Caixa terá pelo menos 18 dias para mexer com o dinheiro. Com isso, o prejuízo é do trabalhador, porque seu FGTS continuará corroído pela inflação (O Globo).