A administração Leonel Brizola (1983-1987) entregou o governo do Rio de Janeiro a seu sucessor, Moreira Franco, com o maior déficit orçamentário desde a fusão do antigo Estado da Guanabara com o do Rio de Janeiro, ocorrida em 1975: 23,66% da receita real. Só foi superado pelo próprio Moreira Franco, que completou seus dois primeiros anos de governo com déficit de 49,8%. O governo Chagas Freitas, que antecedeu Brizola, havia deixado um déficit de apenas 0,45%. O BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro), usado para financiar grande parte das obras dos últimos dois anos de governo, acabou sofrendo intervenção do Banco Central, com um rombo de Cz$25 bilhões à época, equivalentes atualmente a cerca de NCz$4,56 bilhões. Na prática, o ex-governador e atual candidato do PDT à Presidência da República, entregou o governo sem o banco estadual; com o maior déficit orçamentário desde a criação do Estado do Rio de Janeiro; com 16 empresas de ônibus encampadas somando uma dívida hoje calculada em NCz$100 milhões; 52 unidades inacabadas dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPS)-- ele prometeu construir 500, mas fez apenas 161; e com várias contratações irregulares de funcionários feitas durante o período eleitoral-- 170, segundo ele próprio admitiu antes de deixar o governo. De positivo, a administração Leonel Brizola no Rio conseguiu principalmente baixar o índice de mortalidade infantil no estado em 35,6% nos quatro anos de governo; aumentar as redes de água (20,18%) e esgoto (9,9%); e manter baixa a taxa de desemprego aberta (2,7%), apesar da recessão por que passou o país no período. Também conseguiu promover um relativo crescimento industrial (FSP).