A recomendação à Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para que fosse criado o Fundo Interamericano para o Controle de Drogas (FICAD) foi, praticamente, o único ponto não aprovado da proposta da delegação brasileira apresentada durante a Conferência Especializada Interamericana sobre o Tráfico de Entorpecentes, encerrada, ontem, no Rio de Janeiro. Pressões da delegação norte-americana e dos representantes do Fundo das Nações Unidas para o Controle do Abuso de Drogas (UNFDAC) fizeram com que a proposta brasileira fosse substituída por outra menos específica que recomenda à Assembléia Geral da OEA "considerar a adoção de mecanismos de financiamento (inclusive a possível criação de um fundo regional) para o fomento da prevenção ao uso e de combate ao tráfico de drogas" (FSP).