O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Michel Candessus, criticou ontem, em Washington (EUA), a política econômica do governo Sarney e, perguntado se acreditava num acordo com o Brasil ainda no atual governo, preferiu falar do próximo. "Depende da política que o próximo governo adotar e negociar conosco", afirmou ele, que atribuiu as transferências de capital do Brasil para o exterior-- mais conhecidas como fluxo negativo-- à condução da economia: "Se as políticas fossem boas, os fluxos seriam positivos". Diante da insistência em saber se seria possível um entendimento agora, o diretor-gerente disse que "depende da capacidade do governo em colocar a casa em ordem", e acrescentou: "Ele precisará fazer um grande esforço" (FSP).