O secretário estadual de Fazenda do Rio de Janeiro, Jorge Hilário Gouveia Vieira, decidiu impor às empresas, autarquias e fundações do estado o que ele chama de "contingenciamento" das transferências mensais de verbas. Ou seja, os repasses da Secretaria, que antes não tinham limites, foram congelados nos valores de junho e agora aumentarão proporcionalmente à arrecadação. O "contingenciamento" atingirá as verbas destinadas ao pagamento de pessoal e, ao contrário do que afirma o secretário, vai causar prejuízos nos serviços prestados à população. O metrô, por exemplo, pode deixar de funcionar aos sábados; as partidas das barcas da CONERJ deverão ter intervalos maiores; para aumentar sua frota, a CTC (Companhia de Transporte Coletivo) vai cobrar uma taxa (entre NCz$0,03 e NCz$0,05) dos passageiros, inclusive os das linhas exploradas por empresas particulares; e a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) pode parar (JB).