A dívida externa e a suposta injustiça dos países desenvolvidos e das instituições financeiras internacionais em relação aos países do Terceiro Mundo foram os temas centrais do discurso que o presidente José Sarney fez ontem, na abertura dos debates da 44a. Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova Iorque (EUA). "O remédio para o problema da dívida tem beneficiado mais à saúde dos credores", afirmou ele. Sarney propôs "uma estratégia que exigirá forte redução do estoque da dívida e da transferência bruta e líquida de recursos para o exterior", e falou da "exploração da vulnerabilidade em que nossa dívida externa nos colocou" Sobre a questão ecológica, o presidente José Sarney disse que o Brasil aceita cooperação internacional para proteger o meio ambiente, "mas rejeita imposições que afetem sua soberania". O presidente disse que os países industrializados têm a maior parcela de culpa na contaminação ambiental, acrescentando que os países em desenvolvimento "não podem aceitar" um conceito de progresso que atribua somente a eles a tarefa de zelar pela ecologia (FSP) (JC).