MINISTRO SUSPENDE FUNCIONÁRIO ACUSADO DE CORRUPÇÃO

O ministro da Agricultura, Íris Rezende, encaminhou ontem à Procuradoria Geral da República e ao Tribunal de Contas da União relatório que aponta irregularidades na compra do edifício Palácio da Agricultura pelo MIRAD (Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário), em dezembro de 1988-- um mês antes da sua extinção. No despacho, o ministro pede a suspensão administrativa por 30 dias do funcionário da EMBRAPA Carlos Eduardo de Souza, ex-diretor Administrativo do MIRAD. O edifício foi comprado em 26 de dezembro por 1,9 milhão de OTNs (Obrigações do Tesouro Nacional). A transação envolveu também lotes do MIRAD em Brasília e no Rio de Janeiro. A comissão que analisou a compra a considerou irregular porque os terrenos e imóveis do MIRAD foram avaliados pela CEF (Caixa Econômica Federal) em novembro do ano passado, enquanto o Palácio da Agricultura-- que era de propriedade da Construtora Stecca-- foi avaliado por cotação de dezembro. Pouco depois da negociação, o prédio foi interditado pelo Corpo de Bombeiros. No cargo que eu ocupava, não tinha competência para comprar nada, disse o funcionário da EMBRAPA. Segundo ele, "essa punição encobre responsabilidades de superiores; se houve irregularidades, elas devem ser atribuídas aos responsáveis legais pelo MIRAD", disse (O Globo).