O presidente da TELEBRÁS, Almir Vieira Dias, disse ontem, em Brasília, que "repudia veementemente" as suspeitas de favorecimento ilícito na concorrência para serviços de telefonia móvel no Rio de Janeiro. A licitação foi ganha em 31 de agosto, pela empresa NEC do Brasil, que tem como sócio o empresário Roberto Marinho. A assinatura do contrato, prevista para outubro, foi sustada, anteontem, por liminar da 5a. Vara de Justiça Federal, no Rio de Janeiro, em resposta à ação popular movida pelo advogado Moacyr Nunes de Barros. A ação popular considera elavado o preço da empresa para instalação de 10 mil telefones no Rio, US$63,6 milhões, e levanta suspeitas de que as autoridades não teriam optado pelas propostas de melhor tecnologia e melhor preço. A proposta de menor preço apresentado, da SID-Telecom, do empresário Mathias Machline, previa um custo de US$23,7 milhões, mas, segundo Almir Vieira Dias, a empresa descumpriu as especificações técnicas do edital. O descumprimento já foi admitido oficialmente pela SID, que considerou excessivas as exigências da TELEBRÁS (FSP).