A seis meses de deixar o governo, o presidente José Sarney solicitou e recebeu do diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, delegado Romeu Tuma, um relatório com todos os atos irregulares praticados em sua gestão. Batizado de "Atos de corrupção na gestão do presidente José Sarney", o documento narra 55 meses do atual governo (de 15 de março de 1985 até 14 de julho deste ano) e constata a abertura de 201 inquéritos, sendo que 40 nos sete primeiros meses deste ano. O ducumento também relata a abertura de 103 inquéritos baseados na Lei 7.482.86, a "Lei do Colarinho Branco", praticado no mercado financeiro. A maior parte dos 201 inquéritos envolvem a COBAL (Companhia Brasileira de Alimentos), com 27 inquéritos, a CEF (Caixa Econômica Federal), 15, e o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), 18. Outras empresas citadas foram o IAPAS (Instituto de Administração da Previdência e Assistência Social), ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e a CFP (Companhia de Financiamento da Produção). O presidente José Sarney não ficou sabendo, no entanto, os resultados dos inquéritos (JB).